Por Shirley Cruz
Durante a audiência pública, realizada nesta quinta-feira, 29, na Câmara Municipal de Palmas, para prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2014 por parte do secretário municipal de Saúde, Luiz Teixeira, e sua equipe, o vereador Iratã Abreu (PSD-TO) cobrou soluções para os problemas da área.

Iratã elogiou a postura do secretário por ter assumido os erros na gestão da Saúde e por ter apresentado os avanços alcançados desde que assumiu a Pasta. “O senhor teve a grandeza de assumir erros e falar de realizações”, disse Iratã.

Dentre os problemas apontados, Iratã elencou a urgente necessidade de reforma da policlínica da 303 Norte; a determinação de um prazo para inauguração da Unidade de Pronto Atendimento da região Norte (UPA Norte); a disponibilização de farmacêuticos nas unidades; melhoria da cobertura das equipes de saúde da família e aumento do número de agentes comunitários e de endemias.

O vereador questionou também o valor que está sendo investido na construção de três Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e o que está sendo feito para melhorar os serviços da média complexidade, como marcação de consultas especializadas, exames e outros.

Iratã falou se trabalho sistemático em defesa do Sistema Único de Saúde, de seus servidores, usuários e profissionais. Ressaltou ao seu secretário que está sempre à disposição para colaborar sua gestão e que os vereadores no final do ano passado alocaram no orçamento deste ano R$ 12 milhões a mais para serem investidos na melhoria do setor.

Respostas

Aos questionamentos do vereador Iratã, o secretário Luiz Teixeira reconheceu que a reforma que a Policlínica da 303 Norte precisa não será feita neste momento, mas que já está fazendo reparos, a exemplo da troca de portas. Quanto aos farmacêuticos, disse que foram contratados mais oito. Em relação à UPA Norte, Teixeira disse que provavelmente dentro de 120 dias a obra estará concluída. Em relação à construção dos Caps, o Ministério da Saúde aprovou somente um, o Caps AD 3. Segundo ele, serão investidos R$ 1 milhão na obra.

Teixeira assegurou também que a cobertura do Saúde da Família pulou de 64% para 82% e que hoje a Capital conta com 61 equipes em pleno funcionamento. Em relação aos agentes de endemias e comunitários, o secretário disse que foram contratados mais 30 agentes. Em relação à média complexidade, Teixeira reconheceu que ainda há muito por se fazer, mas ressaltou que os serviços estão sendo restabelecidos.