Por Cimberley Cáspio

o nerd

Assim como as aves se guiam pelos pólos magnéticos entre os hemisférios norte e sul,o taxista 36 imaginava que tinha esse dom,pois achava que poderia se orientar pelo pólo magnético,ou algo parecido,quando lhe foi solicitado pela cliente,que a conduzisse ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro,pois a mesma tinha um voo para embarcar.

Ao descer a Ponte Rio-Niterói,pegar a Av.Brasil e entrar na Linha Vermelha,não conhecendo o trajeto e não querendo também perguntar como chegar ao aeroporto internacional,o 36 resolveu seguir um avião a baixa altitude,na esperança de chegar no destino solicitado pela cliente. Inesperadamente,o avião fez uma curva,onde não se sabe como,o 36 conseguiu também um retorno e continuou seguindo o avião.Não o pólo magnético,lógico.

Resultado: o 36 conseguiu chegar ao aeroporto Santos Dumont,destino contrário e diferente do solicitado.Ao ouvir as reclamações da cliente,o taxista resolveu tentar consertar o erro,e em pânico partiu na direção do aeroporto internacional,prometendo a cliente que tudo daria certo à partir daquele momento.

E perto de pegar a Av.Brasil ,o taxista errou a entrada e subiu a Ponte Rio-Niterói; e já no pedágio,a cliente desembarcou do táxi extremamente revoltada com toda razão,chamando o taxista de maluco e outros adjetivos muito bem fundamentados. Um fato é certo: a cliente perdeu o voo,e o que aconteceu depois em relação a essa história,não tenho conhecimento.

Mas…desolado pela trapalhada,o taxista 36,resolveu voltar ao ponto para relaxar, e quem sabe,virar à página do ocorrido,e recomeçar do jeito certo.Sendo assim,foi para um ponto em um hospital da cidade e ali ficou a espera de um novo cliente.

Minutos depois,um cliente saiu do hospital com agulhas de soro em ambos os braços,e embarcou no táxi do 36. Já a caminho do destino solicitado pelo cliente,o taxista pediu ao cliente que retirasse as agulhas do braço,caso contrário, abortaria a corrida. Atendendo a solicitação do taxista,o cliente retirou as agulhas de ambos os braços,onde ao mesmo tempo, sangue saia dos lugares em que estavam as agulhas.Para solucionar a hemorragia,o taxista 36 sugestionou ao cliente,que tirasse a camisa e a rasgasse,para que então,enrolasse bem apertada no lugar da sangria,na esperança de estancar o sangue,a fim de que não sujasse o banco do carro.Sugestão atendida de pronto pelo cliente e a corrida seguia “normalmente”.

Em um ponto da cidade,perto de uma praça conhecida,o taxista recebeu pelo rádio,a mensagem do hospital para que retornasse com o cliente urgentemente,pois o mesmo era maluco e tinha fugido do CTI. Ao ouvir a mensagem pelo rádio,o “cliente” abriu a porta e pulou do veículo.E diante da mensagem insistente do hospital,o taxista 36 respondeu que o “cliente” havia pulado do veículo; e o 36 retornou ao ponto,no hospital,onde teve que dar muitas…mas muitas explicações.

E hoje,segundo informações,o 36 continua taxiando pela cidade.Dizem que melhorou muito o seu pólo magnético,e deixou de seguir aviões.