Por Marcelo Gris
Um grupo de aproximadamente 40 produtores rurais de Guaraí e região está se mobilizando, por meio do Sindicato Rural do município, para tentar cobrar do Banco da Amazônia, que aceite negociar as dívidas referentes a contratos firmados junto ao Fundo Constitucional de Financiamento da Região Norte (FNO). De acordo com as informações, o Banco Central já autorizou por meio de duas resoluções (4.134/2014 e 4.135/2014), publicadas ainda em março deste ano, que todos os agentes bancários (bancos públicos e privados), renegociem as operações de crédito contratadas até 31 de dezembro de 2008, o que não estaria acontecendo.

Juntos, os produtores somam dívidas superiores a 50 milhões de reais. O grupo é formado por agricultores, pecuaristas e silvicultores, devedores do Banco da Amazônia, com propriedades consideradas de pequeno e médio porte. A maior reclamação por parte dos ruralistas é que o Governo ofereceu a oportunidade de renegociação, mas os bancos ainda não se adaptaram para poder receber as propostas e isso tem dificultado qualquer tipo de tentativa de acordo.

De acordo com as duas resoluções publicadas pelo Banco Central (4.134/2014 e 4.135/2014), as dívidas poderiam ser prorrogadas por até 10 anos, com prazo de carência de 1 ano, desde que os devedores quitassem pelo menos 10% do valor do contrato em débito. Como benefício, os impactados pelas medidas poderiam renegociar suas dívidas dentro de melhores condições financeiras, com abatimentos de multas e juros, dependendo da análise individual de cada caso.

Questionada sobre o problema, a Gerente da Agência do Banco da Amazônia de Guaraí, Rosângela Pereira Mendes, afirmou que a instituição deve se adaptar até setembro deste ano. Até lá os sistemas receberão um upgrade para poder oferecer a nova modalidade de renegociação estabelecida pelas resoluções do Banco Central.

No caso do Banco da Amazônia, Rosângela informou ainda que um cronograma já teria sido estabelecido e a formalização do desejo de renegociação por parte dos produtores rurais é muito importante para que o processo possa ser acelerado. Apesar disso, a gerente lembrou que cada caso será analisado de forma individual e que a medida valerá até dezembro deste ano.

Fonte: Marcelo Gris